domingo, outubro 22, 2006

Já era esse blog? .......
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terça-feira, julho 18, 2006

À noite, quando vai deitar-se, chama a pessoa a quem ama e gostaria que esta não a deixasse. E quando vamos comer, o lactante que ir conosco, não tanto para comer também, mas para olhar-nos, para estar perto de nós. O adulto passa junto desse amor místico sem o reconhecer – mas trate de cuidar – se: aquele pequenino que o ama crescerá e desaparecerá. Quem o amará como o pequenino? Quem o chamará, à hora de ir para a cama, dizendo: “ Fique comigo” – em vez de dizer com indiferença: “ Boa –noite”? Quem desejará, alem disso, estar junto de nós à mesa, apenas para olhar-nos? Nós nos defendemos contra esse amor – e nunca tornaremos a encontrar outro igual! – e replicamos impacientes: “ tenho mais o que fazer!” No fundo, pensamos: “É preciso corrigir as crianças; do contrário, elas nos escravizam”. Queremos libertar-nos dela para fazermos aquilo que nos agrada, para não renunciar à nossa comodidade.

Maria Montessori: A CRIANÇA

quarta-feira, junho 21, 2006

Às vezes ainda sonho...
Parece que foi em outra vida. E agora juro que não sei onde estou. Há muito tempo.

domingo, junho 11, 2006

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana ( livro Canções de Mário Quintana)

sexta-feira, março 17, 2006

Que coisa linda...

Filho Meu
Toquinho

Vem, filho meu,
Me leva nessa estrada
De anões, dragões e fadas
Que habitam teu quintal.

Vem, filho meu,
Papai está tão sozinho,
Me ensina teu caminho em que o bem
Vence eternamente o mal.

Me dá tua mão,
Me leva passear.
No teu mundo encantado
O bicho papão não vai pegar.

Vem, filho meu,
Vem me fazer contente.
Que a vida raramente
Convida a gente pra brincar.

quinta-feira, março 16, 2006

'O rio nunca corre pra trás'.

domingo, fevereiro 19, 2006

Parece 'Ainda é cedo'.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Antes de ser mãe, eu fazia e comia refeições quentes.
Eu usava roupas sem manchas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe,
Eu dormia tão tarde quanto eu quisesse e nunca me preocupava com que horas iria para a cama.
Eu escovava meus cabelos e tomava banho sem pressa.
Antes de ser mãe,
Minha casa estava limpa todos os dias.
Eu nunca tropeçava em brinquedos, ou pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe,
Eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas.
Eu nem sabia que existiam protetores de tomada...
Antes de ser mãe,
Ninguém nunca tinha vomitado ou cuspido em mim.
Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos
Ninguém nunca tinha me molhado.
Antes de ser mãe,
Eu tinha controle da minha mente, dos meus pensamentos, do meu corpo, e do meu tempo.
Eu dormia a noite toda!!
Antes de ser mãe,
Eu nunca tinha segurado uma criança chorando para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas.
Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação de amamentar e saciar um bebe faminto.
Eu nunca tinha olhado em olhos marejados e chorado.
Eu nunca tinha ficado tão gloriosamente feliz por causa de um simples sorriso.
Eu nunca tinha sentado tarde da noite só para admirar um bebê dormindo.
Eu nunca tinha segurado um bebê dormindo só porque eu não queria deixá-lo.
Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedaços porque eu não pude parar uma dor.
Eu nunca imaginaria que algo tão pequeno pudesse afetar tanto minha vida.
Eu nunca soube que eu amaria ser mãe.
Antes de ser mãe,
Eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora de meu corpo.
Eu não conhecia a força do amor entre uma mãe e seu filho.
Antes de ser mãe,
Eu não conhecia o calor,
A alegria,
O amor,
A preocupação,
A plenitude,
Ou a satisfação de ser mãe.
Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso com tanta intensidade
Antes de ser mãe...

Autor: Affonso Romano de Sant'Anna

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Então eu disse 'sim'.
Sim... Na vida só resta seguir.

É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um ritmo, um passo, um gesto rio afora


É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no salão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
Um risco, um pacto, um gesto rio afora


É você - Tribalistas

domingo, janeiro 08, 2006

Ando tão sem propósito. Sem propósito da melancolia, dessa espécie de santuário que criei pra tudo aquilo que passou, tudo aquilo que doeu (e dói, cada dia menos) no fundo da alma. E isso é lindo também, essa despedida de mim mesma. Sim, foi pedaço de mim, continuará sendo... Mas pelas primeiras vezes consigo vislumbrar uma nova possibilidade... Nada foi feito o sonhado, mas foi bem-vindo. Feito tudo, fosse lindo. (Paulo Leminski)